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A Câmara Municipal de Santo Tirso decidiu ativar, a partir das 12h00 do dia 13 de abril, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil. A decisão foi tomada, por unanimidade, na reunião por videoconferência realizada ontem com a Subcomissão Municipal de Proteção Civil, da qual fazem parte as autoridades de saúde, nomeadamente o ACES Santo Tirso/Trofa, o Centro Hospitalar do Médio Ave e o delegado de saúde, as forças de segurança (PSP, GNR e Polícia Municipal) e os agentes de proteção civil, a Segurança Social, entre outros.

A decisão de, pela primeira vez, ativar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Santo Tirso surge na sequência da avaliação da situação da pandemia em Portugal, especialmente na taxa de casos com Covid-19 registada no distrito do Porto e na zona norte, a região com mais infeções confirmadas em todo o País.

De igual modo, o número de contágios no Município de Santo Tirso também ultrapassou nos últimos dias a barreira dos 100 casos, confirmando-se uma disseminação da doença por todo o território municipal, o que também influenciou a tomada de decisão por parte da Câmara Municipal de Santo Tirso de ativar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.

“A possibilidade de ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil já tinha sido posta em cima da mesa em anteriores reuniões da Subcomissão Municipal de Proteção Civil e estava a ser avaliada em função da evolução da pandemia não apenas no País, mas também na região norte, no distrito e, naturalmente, no Município de Santo Tirso”, assume Alberto Costa, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso.

O autarca justifica, por isso, a decisão de ativar o Plano Municipal de Proteção Civil “com a necessidade de colocar em prontidão e dar uma melhor resposta em caso de emergência por parte de todos os agentes envolvidos no combate à pandemia”.

No fundo, acrescenta ainda Alberto Costa, a ativação do plano, o que acontece pela primeira vez por iniciativa da Câmara Municipal de Santo Tirso, “vai permitir uma melhor agilização dos procedimentos administrativos em caso de necessidade”, garantindo “uma mobilização rápida e eficaz dos meios e recursos nas ações de proteção civil a realizar em face das situações de emergência que possam ocorrer”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, “a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil é só mais uma medida preventiva entre tantas outras que têm vindo a ser tomadas pelo Município, em articulação com a Comissão Municipal de Proteção Civil, em face da evolução da pandemia e da avaliação que, em cada momento, se julga necessário fazer, prevenindo e não reagindo a ocorrências imprevistas provocadas pela Covid-19”.

Durante a vigência do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, a população e as entidades municipais passam a ter o dever de cooperação, respeitando e cumprindo as orientações dos agentes responsáveis pela segurança e pela proteção civil do Município, face a solicitações que justificadamente lhes venham a ser dirigidas.

GI/CM Santo Tirso

O norte do país recebeu na semana passada 65 mil testes de despiste à COVID-19 e estão a ser distribuídos de “forma equitativa”. O Secretário de Estado da Saúde, António Sales, respondeu assim às críticas de alguns autarcas da região, entre eles o de Paços de Ferreira, que vem reclamando insistentemente no Facebook para a necessidade de mais testes para a população.

Os 11 ventiladores adquiridos pelos municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) – Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel e Resende –, e pela Câmara Municipal de Paredes foram entregues na tarde de hoje, dia 3, ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa.

Os dados revelados esta terça-feira pela DGS sobre os casos positivos de COVID-19 colocam o concelho de Valongo como o mais problemático no distrito do Porto. Há 2,2 infetados por cada mil habitantes no município.

 

O concelho de Valongo é o que regista o maior número de casos por cada mil habitantes no distrito do Porto. Os números revelam que há 2,2 infetados por cada mil habitantes, ligeiramente acima do concelho da Maia, que regista 2,1 infetados por cada mil habitantes. Números mais elevados do que no Porto (1,9/1000 habitantes), seguindo-se Gondomar (1,7/1000), Matosinhos (1,5/1000) e Vila Nova de Gaia (1,1/1000). O foco está mais concentrado na zona do Grande Porto, com números que superam os municípios do Tâmega e Sousa, onde, curiosamente, surgiram os primeiros casos de COVD-19 no país. Lousada tem o maior número de casos por habitante (1 caso por cada 1000 habitantes), seguindo-se Paços de Ferreira com 0,7 casos por cada mil habitantes). Baião é o município do distrito do Porto com o menor número de casos até ao dia de hoje.

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