O ex-presidente da Câmara Municipal de Paredes considera “muito estranho” a ligação da Zona Industrial em Rebordosa à A41, em Gandra, ter “custado o dobro”. Celso Ferreira lembrou que a obra foi adjudicada no mandato em que liderava a autarquia paredense.
Celso Ferreira deixou a vida política depois de terminar o mandato em 2017 como presidente da Câmara Municipal de Paredes. Por isso, foi na condição de “cidadão” que aceitou abordar a recente inauguração da ligação da Zona Industrial em Rebordosa à A41, em Gandra, o qual considerou “muito estranho”o valor pago, uma vez que “no final custou o dobro”. A obra foi a concurso público em 2017 e o preço contratual com a empresa responsável pela obra foi de 297.886 euros, tendo sido estipulado o prazo de 270 dias para a sua execução. “Foi adjudicada pelo executivo do PSD e quando cessei funções, sei que a Câmara Municipal de Paredes, já na liderança do PS, deu ordens ao empreiteiro para parar a obra. O empreiteiro foi informado que a deveria suspender, porque este executivo queria que a opinião pública avaliasse a obra como sendo do PS, quando não é verdade”, referiu, questionando o motivo de o preço da obra ter custado o dobro o contratualizado. “A obra seria chave na mão, então porque custou o dobro?”. Celso Ferreira lembrou ainda que “aquela zona industrial foi uma obra no meu executivo, enquanto autarca e tudo o que foi feito, não havia nada que não passasse por nós. Trabalhámos a fundo e todos os arruamentos existentes foram feitos no tempo do Granja da Fonseca e por mim, enquanto presidente da Câmara Municipal de Paredes. O PS, naquele local, fez zero”.
