A comissão política concelhia de Paços de Ferreira do Partido Socialista (PS) está a poucos meses das eleições para eleger o novo líder e já começam a surgir manifestações de interesses para a nomeação do próximo candidato à Câmara Municipal. Armanda Fernandez, socialista e ex-presidente da Junta de Freguesia de Freamunde, defende que Paulo Sérgio Barbosa deve ser o “sucessor natural”.

Armanda Fernandez é uma voz incontornável do socialismo concelhio. A ex-presidente da Junta de Freguesia de Freamunde abandonou a comissão política no mandato anterior, mas diz-se agora disponível para regressar ao ativo, com o propósito de ajudar a conduzir a Câmara Municipal para um novo rumo. O anúncio público de Humberto Brito de que não iria apresentar uma recandidatura à Câmara Municipal precipitou a decisão. “Sempre disse que não tinha morrido para a política e venho acompanhando todo o processo, quer na Junta, como na Câmara. Apesar de não estar na comissão política neste mandato, acompanho de perto o que se passa no partido. Nestes momentos, se estamos pelo partido e pelo concelho, estaremos preocupados com alguns sinais. O principal sinal que me move neste momento foram as declarações do presidente da Câmara. A dada altura, quando publicamente e unilateralmente vem dizer que não se vai recandidatar à Camara Municipal, deixa em aberto algo que tem de ser construído e terá de ser o PS a fazê-lo, porque foi quem lá o colocou”, referiu Armanda Fernandez, lembrando que a decisão de Humberto Brito foi “unilateral e não consensual, porque não foi debatida no partido. Quando sai para fora desta forma, a comissão política do PS tem de estar preocupada. Por isso, está na altura de começar a pensar seriamente, porque as coisas não se fazem do dia para a noite. Pela lógica, deverá ser uma sucessão natural. Aliás, se o senhor presidente de Câmara, como se falou muito, que iria para outras funções políticas, se o fosse, o natural seria que Paulo Sérgio o sucedesse. Os militantes do PS falam entre si, em diversos momentos e pensam num candidato que não seja o Humberto Brito, por razões que foram espelhadas por ele, por isso, será uma sucessão natural”, acrescentou.

Armanda Fernandez mostrou-se ainda disponível para apoiar Paulo Sérgio Barbosa numa eventual candidatura à Câmara Municipal. “Desde que o partido me peça para aquilo que entenda que sou válida, estarei disponível para fazer parte da equipa do Paulo Sérgio, porque o vejo como sendo a sucessão natural. Ele é o vice-presidente, está no mandato, tem pelouros. É uma sucessão natural”.

A ex-presidente da Junta de Freguesia de Freamunde não acredita que Humberto Brito retroceda na decisão de sair da Câmara Municipal no final do mandato. “Ficaria surpreendida… a política não pode ser inconsequente. As atitudes ficam com quem as tem e politicamente existem repercussões. Quando se decide, como o senhor presidente da Câmara decidiu fazer através de uma exposição pública nos jornais, rádios, não pode ser vista como uma posição inconsciente. Daí a nossa preocupação como militantes. O reverso aqui não se pode entender que seja aceite de forma tacita. Não podemos andar de trás para a frente”, concluiu.

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