As mulheres de Paços de Ferreira estão a conquistar espaço nos principais partidos do concelho. Célia Carneiro lidera a estrutura das Mulheres Sociais-Democratas e Madalena Martins perfila-se para ocupar um lugar idêntico no PS.

A estrutura das Mulheres Sociais Democratas de Paços de Ferreira já existe há quase uma década, mas os movimentos ativos surgiram com maior visibilidade desde que, há cerca de dois anos, Célia Carneiro assumiu o lugar. Joaquim Pinto, líder do PSD de Paços de Ferreira, admite que este órgão esteve “parado, sem dinâmica nos últimos seis anos, mas mudou a sua forma de atuação na sociedade" com a equipa de Célia Carneiro.

O vereador sem pelouro do executivo municipal é um defensor da lei da paridade e da igualdade de género na discussão política. “Há quem tome este tipo de decisões para ficar bonito, eu faço-o porque um partido, quer local ou nacional, sabe que a limitação de mandatos obriga a regeneração nas ‘Jotas’ e a lei da paridade obriga a ter quadros femininos competentes, com conhecimento da realidade para que, na hora de ser chamada, nós sabermos que temos pessoas com experiência política. Esta foi a minha ideia ao reativar as Mulheres Sociais Democratas [MSD]”, justificou Joaquim Pinto, lembrando que a MSD são “estruturas informais e a visibilidade depende sempre do trabalho que cada um quiser fazer. No nosso caso, as mulheres do partido têm arregaçado as mangas e realizado iniciativas com sucesso. A penúltima que foi feita realizou-se em Frazão, onde se abordou o tema da violência doméstica e foi muito participativa”, sublinhou.

Sobre a participação na agenda do PSD local, Joaquim Pinto reforçou a importância da estrutura feminina ao lembrar que “as MSD têm conseguido colocar na agenda mediática local os assuntos relevantes e têm tido uma participação permanente no que diz respeito a questões de âmbito político. Na elaboração do orçamento, há sempre a participação das MSD nas propostas que fazemos e trazem assuntos relevantes”.

Por fim, Joaquim Pinto deixou uma palavra sobre a possibilidade de Madalena Martins assumir o cargo no PS. “Não me compete, como líder do PSD local, fazer comentários sobre a vida do PS, mas tenho uma estima pessoal pela Madalena Martins, tenho-a com uma pessoa competente e desejo-lhe felicidades no seu projeto”, concluiu.

 Jocelino Moreira: “Madalena Martins foi a primeira escolha”

Jocelino Moreira, candidato à comissão política do PS local, referiu que Madalena Martins sempre foi a primeira escolha para assumir a liderança das Mulheres Socialistas (MS). “Nunca tive dúvidas de que seria a pessoa indicada, porque estamos em sintonia. A Madalena sempre foi a nossa primeira escolha, porque, desde que a conheço, está no PS. Foi candidata à Junta desde 2005, esteve ligada ao M6N e reconheço-lhe grandes méritos. É muito determinada e logo após termos avançado esta candidatura, sentimos que seria a primeira escolha”, referiu. Jocelino Moreira considera que a candidata “pode trazer muita determinação e liberdade de pensamento. É uma mulher determinada, tem uma visão muito própria e é muito séria para o concelho. Já o demonstrou quando foi candidata à Junta, tem muitos conhecimentos e a sua garra e determinação fazem com que ela seja a ideal para coordenadora das Mulheres Socialistas”.

 Armanda Fernandez: “O concelho só fica a ganhar com a Madalena”

A candidata Armanda Fernandez também demonstrou o seu apoio a Madalena Martins para a liderança das MS e explicou os motivos: “Entrei no projeto político de Humberto Brito em 2009 e, desde aí, a Madalena Martins revelou-se ser uma mulher forte e da qual recolhi sempre boa opinião. Revia dela um bom exemplo, vai representar muito bem as cores socialistas e dar continuidade ao projeto de 2009. É uma mulher de garra”, reforçou. Para além das qualidades referidas, Armanda Fernandez adiantou que Madalena Martins integra a sua lista candidata para a comissão política, nas eleições que vão decorrer a 1 de fevereiro do próximo ano.

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