O combate ao crime desenvolvido na dark web está a ser desenvolvido pelas principais forças policiais do planeta e a Polícia Judiciária, no âmbito desta operação, deteve cinco indivíduos pela presumível prática de tráfico de droga, procedendo ainda à apreensão de drogas sintéticas, como ecstasy e LSD.

No conjunto da operação, as forças internacionais conseguiram levar, no geral, à detenção de um total de 61 suspeitos, bem como à desativação de 50 contas de Dark Web utilizadas em variadas atividades ilícitas, procedendo-se, ainda, à apreensão de cerca de 295,5 kg. de diversos tipos de drogas e de mais de 6,2 milhões de euros, dos quais cerca de 4 milhões em cripto moedas, 2,2 milhões em dinheiro vivo e 35.000 euros em ouro.

As autoridades envolvidas acreditam que “através desta operação foi transmitido um forte sinal a todos os indivíduos que se encontrem envolvidos na compra e venda de drogas, produtos contrafeitos, armas de fogo e outras mercadorias ilícitas através da Dark Web, demonstrando a essas pessoas que os seus negócios ilícitos podem ser facilmente detetados pelas autoridades policias”.

Em comunicado, a Polícia Judiciária explicou que “a Dark Web é uma parte da internet que apenas é acessível através de software específico como é o caso do TOR (The Onion Router). Embora disponibilize um espaço de privacidade e liberdade, é também um ambiente fértil para o desenvolvimento de atividades ilícitas por parte de um grande número de criminosos das mais diversas partes do mundo. Nessa medida, a investigação das atividades ilícitas praticadas através da Dark Web tornou-se prioritária para a generalidade das polícias a nível mundial.

A Polícia Judiciária esclarece que as pessoas que eventualmente pretendam adquirir produtos ilícitos na Dark Web correm riscos elevados, podendo elas próprias, com grande probabilidade, tornar-se vítimas de diversas atividades ilícitas.

O que é que acontece a essas pessoas quando, no conforto das suas casas, dão uma ordem de compra no seu computador?

  • Expõem dados pessoais sensíveis a terceiros desconhecidos, inclusive a criminosos;
  • Expõem os seus dispositivos (computadores, tablets, telefones, etc.) ao mais  diverso tipo de software malicioso;
  • Podem receber em casa, depois de efetuarem o pagamento, produtos contrafeitos ou absolutamente nada, drogas que podem matar, armas defeituosas ou diversos tipos de serviço de cibercriminalidade que as vão prejudicar.”
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