O Paços de Ferreira somou uma vitória importante sobre a Académica (2-0) e mantém-se firme na liderança. Uilton e Fatai foram os autores dos golos.

Este resultado permitiu à equipa de Vítor Oliveira manter a liderança no campeonato, enquanto a formação visitante vinha de um registo de cinco vitórias consecutivas e sabia que um triunfo a manteria ainda mais perto na luta direta pela subida.

O P. Ferreira assumiu desde o primeiro minuto o domínio e insistiu nas ações ofensivas para tentar aproximar-se com insistência da baliza adversária. O primeiro sinal de perigo saiu dos pés de Uilton (3’), num remate que saiu por cima da baliza. Depois foi Júnior Pius (22’), após um canto, a cabecear com muito perigo, mas ao lado

A Académica sentiu dificuldades em contrariar o poderio dos locais, mas na primeira aproximação à área contrária (31’), Guima embrulhou-se com Júnior Pius e ficou a reclamar pontapé de penálti, num lance que deixou muitas dúvidas. Na resposta, os castores iriam chegar ao golo por Uilton, num remate forte, sem hipótese de defesa.

Esperava-se uma reação positiva da Académica no reatamento, mas foi a equipa da casa a criar a primeira situação de perigo, quando Wagner, aos 52’, obrigou Peçanha a uma defesa apertada, negando o segundo golo pacense. Aos pontos, a formação de José Alves foi crescendo e aproximou-se da área de Ricardo, mas sem criar muito perigo. O P. Ferreira apostou no contra-ataque e foi num desses lances que Ayongo (74’) caiu na área contrária e reclamou falta, mas o árbitro nada assinalou. Instantes depois (78’), Fatai ganhou no duelo a um defesa contrário e aproveitou para marcar o segundo golo, confirmando os 3 pontos para o P. Ferreira.

Presidente da Académica indignado

O presidente da Académica deslocou-se à sala de imprensa após o final da partida com o P. Ferreira para criticar duramente a equipa de arbitragem liderada por João Matos. Uma situação de pretenso pontapé de penálti a favor dos academistas, no lance que antecedeu o primeiro golo dos locais, foi a base da contestação. “Parece que no futebol português, quem não chora, não mama. A Académica vinha de uma fase boa, com cinco vitórias consecutivas, e, nesse sentido, vimos aqui simplesmente pedir respeito pelos seus profissionais e pelas pessoas que diariamente trabalham para que a Académica seja cada vez melhor”, referiu Pedro Roxo.

Os nossos profissionais estão sujeitos à crítica, mas nós não podemos admitir aquilo que se passou hoje. Num lance, possível do 1-0 para a Académica, num penálti que todo o estádio viu, o estádio ficou em silêncio, na sequência desse lance, dá 1-0 para a equipa adversária. Isto não é contra o P. Ferreira, é simplesmente um alerta para que as pessoas estejam atentas”, sublinhou.

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